Uma "amiga" chamada Alice

3 Comments »
Foi daquele jeito que eu dormi, e só no outro dia acordei. E quando acordei fui surpreendido, todos os meus objetos em caixas de papelão, e com a cabeça encostada em uma delas, dormia o amigo da família, Troy, ainda vestido a caráter para ir a um julgamento.
Eu me levantei e fui direto a cozinha, abri a geladeira e peguei uma barra de cereais, para a minha manhã aquilo bastava. Eu ia pegar um vôo, de não sei quantas horas. Talvez eu e Troy tivéssemos que ir de carro até essa tal cidade. Eu estava muito ansioso. Será que Dawson tem muita gente? Cidade grande? Dawson... Dawson... Já ouvi esse nome em algum lugar, só não me recordo onde. Talvez tenha visto em algum canal de compra e venda, talvez lá tenha uma loja famosa – isso significa ser uma cidade grande, que maravilha -, isso tudo seria tão demais, agora olhando pelo um novo ângulo.
Se lá tinha uma loja famosa, havia escolas de grandes portes, e nessas escolas sempre haveria um grupo de populares, eu tinha que me preparar para entrar nesse grupo. O frio às vezes é agradável. Soar é bom, ficar quentinho também, mas podia ser que meu tio possuísse uma luxuosa casa, e nela uma maravilhosa sala com fogo acesso sempre, para me esquentar.
A única desvantagem seria eu não poder me mostrar para as meninas da cidade, o tanto que malhei, mas um dia eu teria a oportunidade. Ah, assim que chegasse lá eu iria atrás de uma loja de carros com o Troy, comprar meu carro lá. Tudo parecia ser perfeito. Fazer novos amigos... E a campainha toca. Quando atendo, tenho uma surpresa, uma amiga da minha antiga escola. O nome dela era Alice.
- Oi Robbie... – Falou ela, com uma mão no bolso traseiro de sua calça jeans apertada (e que ela ficava muito sexy vestida daquele jeito). Ela tinha cabelos loiros, uma estatura mediana, os olhos eram escuros.
- Oi Alice... Você já ficou sabendo né? – Perguntei a ela, a convidando para entrar.
- Quem não ficou? Você é de uma das famílias mais ricas daqui Robbie, noticias sobre você saem rapidinho na coluna social do jornal daqui. Mas... Você tem mesmo que morar com esse seu tio? Digo, tem que mesmo que ir pra tão longe?
- Tenho, eu já falei com o Troy... Mas ele disse que essa era a decisão final do Juiz. – Ficamos nos olhando por um tempo, quando ela decidiu quebrar o gelo.
- Então eu acho que vou indo. Né? – Falou ela coçando a cabeça.
- Hum. – Falei eu, meio acuado. Ela virou de costas a mim e saiu andando.
- Tchau Robbie. – Falou ela de costas.
- Tchau... Alice. – Falei enquanto a via ir para longe de mim.
Foi quando me surpreendi, ela virou rapidamente, e veio com a mesma agilidade para os meus braços, me dando um beijo. Com toda a excitação, lhe levantei pelo os braços.
Quando paramos – Pareceu demorar anos aquele beijo, bons anos – ela me abraçou e então me empurrou para dentro de casa, fechando a porta com o pé. Logo depois me jogou no sofá – Eu estava sem reação – e se jogou em cima de mim, me beijando novamente, porém mais feroz. Enquanto ela levantava minha camisa, eu desabotoava sua blusa, e invertia a posição, eu ficando sobre ela.
Foi quando, mais uma vez eu me surpreendi, e não só eu, como Alice. Troy estava em pé na nossa frente, e soltou um singelo “uou” e foi para a cozinha. Alice olhou para mim, e me empurrou para o lado, vestindo sua blusa e se levantando.
- Porquê você não disse que ele estava aí? – Falou ela abrindo a porta, enquanto eu me levantava.
- Você não deixou! – Falei eu, assustado.
- Tanto faz... – ela estava no corredor do meu prédio, e eu na porta, só de short, quando ela voltou e me beijou e continuou a falar. – Vê se manda noticia Robbie. Até a próxima vez. Tchau. – Então virou de costa e entrou no elevador, que desceu.
Naquele momento eu estava com muita raiva do Troy. Essa podia ser a ultima vez que eu visse a Alice, e a ultima de muitas relações que já tive com ela, e Troy estragara tudo.
16:34

De Dallas para Dawson

1 Comments »
- E a corte, por meio deste julgamento, decidiu que a criança... – Dizia em voz alta o Juiz, enquanto eu murmurava: Já tenho 16 anos. – Robert Jackson Claterfield deverá considerar a sua nova casa, a casa do seu Tio, Jimmy Russel Claterfield, na província de Yukon, Dawson City, na federação do Canadá.
- Canadá? – Questionei. – Por que Canadá? Porque não no México ou quem sabe no Brasil?
- Seu tio mora no México, Brasil? – Perguntou o Juiz olhando para mim com olhos fervorosos. – Não? – Então balancei a cabeça negativamente. – Então você irá morar onde seu único membro familiar mais próximo morar. Fim de julgamento. – Terminou o Juiz, que agora ganhara meu ódio, que se levantou e se dirigiu a uma porta aos fundos.
Seria uma mudança drástica, Dos Estados Unidos da América, para uma província no meio do nada chamado Canadá, que era sempre coberto por uma grossa camada de gelo, sempre tendo que usar roupas pesadas, diferente de Dallas, que usaria minhas camisas regatas, e as tardes soaria um pouco sentado a praça conversando com os amigos do bairro. Mas isso eu poderia superar. O que mais me deixava apreensivo, era esse meu tio, pelo o qual nunca havia ouvido falar, meus pais nunca haviam feito comentários sobre ele. O que poderia o impedir de me maltratar? Estaremos em breve no meio do nada, e do gelo. Ele poderá me matar, e me enterrar debaixo de sete palmos de terra, e de 10 de gelo e assim nunca ninguém ia descobrir o que ele tinha feito comigo.
- E se ele me obrigasse a roubar? Participar de algum ato criminoso? – Pensei alto, e tão alto, que meu advogado olhou para mim e disse:
- Não deslumbre Robbie, ele deve ser um cara legal!
- Troy, ninguém conhece ele, acho que nem meus pais o conheciam. – Falei olhando para Troy, um dos poucos que meus pais confiariam a minha vida. – Não acha melhor eu ficar com você?
- Eu tentei convencer o juiz de você ficar comigo, eu juro. Mas ele é inflexível, e acha melhor você ficar com um familiar. – Me disse Troy, olhando para meus olhos, em pedido para eu não mais o questionar.
- Você é mais familiar a mim do que esse meu tio que eu nunca vi. – Falei, lhe olhando penosamente.
- Essa foi a decisão do Juiz, Robbie. – Falou Troy se virando e indo em frente. – Vamos, temos que arrumar tudo, Vamos pegar um vôo amanhã. – Então eu corri para lhe acompanhar.
- Juiz burro! – Resmunguei.
- Não fale isso! Ele é uma pessoa que segue a justiça. – Reclamou Troy.
- Bela justiça, me separar dos meus amigos.
- Ele segue a justiça, não o sentimentalismo. – Corrigiu as suas palavras, após ouvir o que eu disse. Ele abriu a porta de seu carro, e eu entrei.
Seguimos até a minha casa em silêncio. Chegando lá eu subi pelo o elevador. Sai dele no 15º andar, onde eu antes morava, junto com meus pais. Abri a porta e entrei, fui direto a janela. O carro do Troy ainda estava parado, e ele estava indo em direção ao portão do meu prédio. 5 minutos depois ele bateu na porta da minha casa e entrou.
- E a minha casa? Como vai ficar? – Perguntei, olhando para as fotos da família.
- Ela vai ser vendida, como todo o resto... Carro, casa no litoral... – Falou Troy, baixando a cabeça.
- Até a casa do papai no lago Caddo? – Perguntei, focando os olhos na foto em que eu e meu pai pescávamos no lago.
- Infelizmente sim...
- Você não pode recorrer nem para casa do Lago? – Perguntei.
- Claro, se é isso que deseja. – Falou enfim Troy, forçando um singelo sorriso. – O dinheiro vai ser mandado todo para a conta do seu tio.
- Porque ele? Eu acharia mais seguro deixar tudo com você! – Falei
- A justiça decide Robbie, já te disse isso. – Falou Troy. Eu o olhei outra vez, desde a morte de meus pais, ele repetia essa frase quando eu protestava algo que a corte julgasse.
- Eu vou... Ajeitar minhas coisas. – Falei, apontando para o meu quarto.
- Claro, vou te esperar aqui. – Mal o esperei terminar, e corri para meu quarto e fechando a porta.
Parado a frente da porta, dei uma boa olhada em o que era meu quarto e me joguei na cama, chorando.


O lago Caddo
18:24
0 Comments »
Bom gente, eu fiz este blog pra divulgar uma história que eu criei a mais de um ano. Eu costumava escrever em um caderno, mas parei e encontrei esse caderno e decedi continuar. Aí seguindo o exemplo de minha amiga Débora Montes, decedi criar este blog pra postar :). Essa história é um romance, o mais incrível é que não é aquele velho lixo literário, e nem é algo que vá lhe surpreender muito. Você não vai nenhuma criatura mágica aqui. É um romance que conta a história de um garoto de 16 anos que perdeu seus pais e agora terá que mudar de cidade. Nessa nova cidade ele entra em uma aventura trás da outra com a sua amiga Joanna. Daqui pra frente pra descobrir o que eles fazem? só lendo, lê e se possível comenta.Eu vou ficar postando sempre uma nova parte. Aproveitem e espero que gostem.


"Talvez eu não seja o que você pensa que eu sou, talvez eu seja o contrário."
18:16