Capítulo 15 - Prefiro não morrer

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Chegamos em casa às nove horas da manhã. Estava tudo fechado, e o carro de Jimmy não estava na frente da casa. Antes de desde período andamos por muito tempo floresta a dentro para não voltarmos por o lago, e ainda andamos a pé até Dawson, e agora estamos aqui.

- Jimmy? - Perguntei entrando e chamando Jack para entrar. - Ele não ta aqui.

- Ótimo. - Falou ele. - Agora desde que eu te perguntei quem são, você não falou mais nada. Quem são eles?

- Eu não sei, só sei que eles me atacaram a um tempo atrás. - Falei.

- Então eles vieram atrás de você? - Perguntou ele, me olhando como se eu escondesse algo (estando ele certo).

- É, talvez. - menti, eu tinha certeza que queriam terminar o trabalho da outra vez. - Eles tiveram sorte de estar no mesmo local que eles.

- Então agora ele vêem atrás de nós? Jack estava apreensivo com a resposta que eu poderia lidar.

- Pode ser... - o chamei até a cozinha e ele me acompanhou.

- ROBBIE? - Gritou Jimmy, que possivelmente estivesse na porta da frente.

- Eu estou na cozinha! - Gritei, logo depois ele apareceu na porta da cozinha, ofegante.

- Onde você estava? Prometeu que ia está de volta antes do jantar! - Falou Jimmy olhando para mim. - Só voltou após o café da manhã! te procuro desde ontem às 21:00, e nenhum sinal seu! - Ele virou o rosto para ver a outra presença naquela cozinha. - Você!

- Bom dia Sr. Russel. - Falou Jack se levantando. - Bom Robbie, eu vou indo, meu pai deve estar louco me caçando.

- Ok, nos vemos amanhã na escola.- Falei para Jack, Jimmy não parava de olhar para ele enquanto caminhava até a porta.

- Jimmy, eu atrasei não foi por que eu quis. Eu comecei a andar pela cidade e cheguei até um lago. Lá um grupo vez algo comigo. - Falei.

- Um grupo, que grupo? - Jimmy me puxava para sentar.

- Eles são estranhos, eu já tinha visto, eles tentaram me matar.

- Matar!?! - Surpreendeu-se Jimmy.

- É, e tentaram me afogar agora!

- Então vamos a policia prestar queixa!

- Não Jimmy! Eles são diferentes, eles não são humanos.

- Claro que são!

- Não são! Eles... - Eu respirei fundo, e pensei em algo menos sobrenatural, e mais real e sensato a dizer. - Eles podiam nos pegar com facilidade. Eles pareciam sombras atrás de nós - Pronto, havia perdido o rumo da sensatez.

- Sombras? - Ele me olhava chocado.

- É - Levantei a roupa e mostrei o corte que haviam me feito. - Foi eles, após isso me jogaram no lago. - Eu o contei todos os fatos, e ele me perguntou o que Jack fazia lá.

Ele após ter me escutado subiu e desceu com uma arma.

- A ONDE VOCÊ VAI COM ISSO? – Perguntei entrando na sua frente.

- Pegar seu carro, oras. Vou chamar mais pessoa, não se preocupe, só não saia de casa. – Disse-me me afastando pro lado e saindo. Pouco tempos depois ouvi o som do carro ligando e depois se afastando. Eu tinha uma tarde sozinha e assustadora. Era um momento certo - porém desconfortável – para se pensar com o que me havia acontecido nas ultimas vinte e quatro horas.

Comprei meu primeiro carro, fiz amizade com um nativo, quase fui morto. Era muitos feitos para um dia. Sem contar o fato de andar quilômetros somente evitando passar por uma cabana. A cidade para mim estava mais agitada do que Dallas, até mais do que devia, e mais do que eu gostava. O que me poderia acontecer amanhã? Reencontrar aquelas pessoas pela a qual pareciam adorar tirar sangue do meu corpo? Talvez não, talvez eu morresse dentro do meu carro quando fosse para o meu primeiro dia na minha nova escola. Meu carro poderia deslizar pelo o chão e bater em uma árvore lodosa que onde aqui havia muitas.

Talvez, mais impossível que qualquer outra hipótese que eu tenha criado para minha morte, eu morresse por vítima de uma ponta de lápis tampar minha respiração. Poderia morrer engasgado com o almoço novo na escola. Todos na escola poderiam me matar. Eu estava me tornando paranóico. Tinha medo de morrer, inegável. Todos têm, ou vão ter, quando quase chegar a hora, aquela fina linha traçada entre as pernas de urina sempre vai aparecer, e isso vai indicar medo, pânico. Foi isso que me aconteceu. Você vai poder achar engraçado, mas isso não era bom, não era bom para mim. Eu sempre fui desde criança medroso, mas sempre passava após um tempo, após algumas palavras. Meu pai, Julius Claterfield, me dizia que sempre que existisse medo, existiria uma pontada de coragem, e que se eu quisesse que esse meu medo, essa minha fraqueza, se transformasse em lição de vida, e de esforço, eu deveria ter força e coragem o bastante para enfrentá-lo. E assim que eu devia pensar, desta forma. Eu deveria ter coragem, não a coragem de enfrentar aquele bando sozinho, aí da minha parte não seria coragem, seria uma burra loucura, correr para a morte, algo impensável para mim, eu nunca faria isso. Eu sempre achava muito heróico, muito heróico demasiadamente quando o mocinho de filme que morria para defender seus amigos. Isso tudo não era preciso, ele podia salvar a sua vida, e de seus amigos. Na natureza, esta mesma burrice acontece, quando um leão corre atrás de uma gazela, em meio à savana africana, quando essa Gazela anda com outras gazelas. As outras sempre se metem à afoitas e tentam defender a amiga, uma sempre morre. É estúpido querer salvar sem ter certeza que seu ato não será em vão. É o mesmo que você dizer: Não, vou guardar esse pão, por que ele está menos dourado, e só tem ele e esse. Sempre quando deixar só uma opção, outra vai vim e pegar. É inevitável, é querer perder o que já está perdido, procurar algo já achou, salvar algo que está a salvo, ou que não tem mais salvação.

Falando assim, me sentia um monstro sem sentimentos, mas era o que eu sentia naquele momento. Os meus amigos não me ligavam, se esqueceram de mim, a única pessoa que parecia se importar comigo agora era Jimmy. E foi ele que chegou, depois de algum tempo que para mim fora curterrímo.

- Seu carro está lá fora. – Falou Jimmy, adentrando a casa. – O estrago na parede esquerda foi feio hein? Vocês dois tem força. – Eu olhei por a janela para fora da casa. Meu Corolla preto estava estacionado a frente da casa, o dia Mesclava um tom negro à cima e cores como azul e laranja abaixo. O Sol se punha e a lua crescia, tornando aquela visão tão negra quanto à de ontem, porém, agora na segurança e aconchego da casa do Jimmy.

- Ainda bem que o encontrou, obrigado. – Falei, sem realmente saber o que falar.

- Ah! Não foi nada. – Falou Jimmy sorrindo. – Eu recebi ajuda de alguns amigos, nunca tinha ido naquele local, se quer saber. – falou ele, me olhando intrigado. – Mas o que faz a tarde aqui? – Perguntou ele.

Essa era uma boa pergunta, o que eu havia feito, o resto da manhã e a tarde inteira aqui? Nada... Só havia ficado sentado, tomando café e pensando em como eu poderia quase morrer amanhã.

- Nada demais, só ajeitei minhas coisas no meu quarto. – Menti. – E tomei café.

- Hum, que bom, não queria que saísse hoje, deixar a poeira baixar. – Falou ele. – Bom, vou subir e tomar banho, nós vemos mais tarde no jantar. Faça o mesmo, eu encomendei comida no Restaurante da Sheyla.

06:36

Família perfeita, problemas impuros

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Estava de manhã, mas o movimento em uma rua era alto, cheia de casa iguais, com suas cercas brancas, áreas que deviam ser jardins sempre cobertas de neve, paredes brancas, portas cinzas e com proteções. Havia uma casa em diferença com as outras, ao lado da porta existiam pequenas estufas, não chegavam a nem um metro de altura, estas estufas estavam cheias de lindas flores.
- Os Sally não vão trabalhar hoje? – Perguntou uma mulher em uma casa, que segurava uma pá e parecia tirar um pouco da neve.
- Acho que não, eles devem achar que ninguém no trabalho merece a companhia deles. – falou uma mulher que estava encostada na cerca.
- Eles não são perfeitos... – falou a mulher que parou de cavar a neve e agora se interessa pela conversa.
- Mas quase estão sendo perfeitos... – Falou a outra.
Dentro da casa dos Sally, Molly Sally estava na cozinha e parecia preparar o café da manhã, o jovem Sr. Sally descia das escadas, enquanto ajeitava a sua gravata e segurava uma maleta.
- Bom dia amor. – Falou ele.
- Bom dia querido. – Falou ela sorrindo para ele.
- Onde está a Jennifer? – Perguntou o Sr. Sally.
- Está lá em cima, eu já a chamei, mas ela não desceu, amor. – Falou ela, fritando ovos.
- Eu vou lá em cima pegar minha queridinha. – Falou ele se levantando e subindo as escadas.
Chegando lá em cima, ele bateu na porta.
- Querida? – Perguntou ele. Ninguém respondeu. – Querida!! – Ele rodou a maçaneta e nada. Seus olhos incharam, seu rosto ficou vermelho, o sangue discreto que passava pelos vasos em seu rosto agora estava em destaque na sua pele branca. Ele fechou as mãos e começou a bater com força na porta. – ABRA ESSA PORTA! AGORA! ABRA! ABRA! – Ele batia vez com mais força. A porta tremia.
A pequena Sally acordou aos gritos.
- ABRA ESSA PORTA! AGORA! – gritava ele. Sua mulher subia correndo as escadas. – ABRA ESSA PORTA! ABRA! ABRA ISSO!
- O QUE É ISSO JONATHAN? – Gritava a mulher.
- CALE A BOCA! – gritava ele furioso para a mulher enquanto batia mais na porta. Ela tentou o segurar, em vão. Ele era mais forte e a arremessou para longe. Depois foi até ela e a levantou puxando os cabelos. Ela gritava, doía aquilo tudo nela.
Ele a levantou ainda pelo o cabelo e a jogou para a porta. Depois chutou a porta e encontrou a filha encostada na cabeceira da cama, se cobrindo tentando se esconder, e chorando. Jonathan Sally foi ate ela e a puxou pelo o braço e a jogou (literalmente) para fora do quarto. Saiu do quarto e segurou os braços das duas e as arrastou de escada abaixo, passando pela a cozinha e pegando um facão, que possivelmente Molly Sally o usava para cortar as suaves carnes grelhadas e levemente apimentadas que ela fazia todos os domingos para sua linda e esposo, e não mais adorável marido.
Ele as arrastou do segundo andar até o jardim, a rua ainda estava movimentada, e as pessoas começavam a observar aquilo. Jonathan as jogou no chão, e depois aprontou a faca e esfaqueou a garganta da filha, que no exato momento começou a jorrar sangue para todos os lados, inclusive a sua camisa passada o pano, branca com listras cinzas, e sua gravata preta com também listras cinzas. Após golpear a filha, Jonathan começou a esfaquear a barriga de sua mulher, que gritava agonizantemente por ajuda. Os vizinhos corriam para ver a cena, mas depois que viam o que acontecia, se afastavam, para também não serem vitimas, mas porém, muito horrorizados.
Ele a esfaqueava brutalmente, o sangue voava até seus delicados traços faciais, não só as agora falecidas Jennifer e Molly estavam ensangüentadas, mas também Jonathan, o ex-pai e ex-marido perfeito.
18:27

Amizade, talvez eterna

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- Pare! – Falou uma voz atrás de nós. – Não seja apressada, não se esqueça que precisamos do sangue dele fresco. – Ela segurou na gola da minha camisa e começou a me arrastar de volta para a casa. Fizeram o mesmo com Jack, que parecia estar desmaiado.
- ME LARGA! – eu gritava me batendo, enquanto ela me puxava com firmeza. – ME LARGA SUA VADIA! – Era virou para mim e cuspiu na minha cara. A sua saliva queimou quando entrou com contato com a minha pele.
- Me insulte de novo e eu lhe mato. – Falou ela ameaçadoramente.
Arrastaram-nos até chegarmos as portas do fundo da casa. A mulher se aproximou do Jack e o levantou com uma única mão.
- Esse aqui é inútil. – Falou ela. Um homem, possivelmente atrás de mim disse.
- Mas o jogue também. – Ela olhou para trás de mim com uma cara não muito boa.
- Você e suas manias. – Falou ela arremessando com uma imensa força Jack para o campo redondo e azul no meio o lago.
- JAAAAAACK! – Gritei, mas fui arrematado por o susto. O corpo de Jack, que eu esperava que se espatifasse dentro d’água, quando atravessou o campo, seu corpo começou a levitar, e ele parecia se mexer.
- Sua vez querido. – Falou ela aproximando de mim e me segurando pela jaqueta. Ela segurava um punhal, e com este punhal vez um corte em meu braço. Então me arremessou. Eu senti como se o vento fosse partir cada algo solido que estava no meu corpo, foi quando numa grande batida eu cai dentro d’água. Foi algo extraordinário, foi somente meu braço cortado mergulhar dentro da água que o campo de força aumentou, aumentou, aumentou, a luz alcançava agora a margem, foi quando a luz explodiu em todas as direções e no centro do lago Jack caiu. Várias sombras saiam, indo a todas as direções, eu tentava nadar indo em direção ao Jack, a luz era forte e me confundia. Mais e mais vultos negros se espalhavam, uns até quase batiam em mim, mas desviavam. Quando alcancei Jack, toda a luz azul que estava espalhada por ali se junto mais uma vez no centro. Era como um grande choque no meu corpo. Eu sentia cada poro do meu corpo se abrir mais, era doloroso. Parecia que meu osso se dobrava. Eu não estava mais agüentando a dor.
- AAAAAAAAAAAAA! – Gritei, e uma nova explosão de luz aconteceu. A dor tinha parado, eu conseguia ver onde Jack estava. Nadei para me aproximar dele. Quando consegui alcançar seu braço, o puxei no sentido contrário da velha cabana, tínhamos que nos afastar de tudo aquilo.
Quando chegamos à margem contrária do lago, puxei Jack pelo o braço e o pós nas minhas costas, ele era pesado, bastante pesado, mas eu precisava sair dali com ele. Aquele lado da floresta era calma, escura, não dava para ver em que estava pisando, eu sabia naquele momento só que estávamos nos afastando do lago, e isso que importava.
Eu o carreguei correndo por mais de 30 minutos dentro da mata. Depois desse período ele começava a ficar consciente, então eu o botei de pé, mas mesmo assim eu o segurava.
Depois que corremos incansavelmente por quase duas horas, encontramos um possível lugar seguro. Era uma árvore que possuía uma pequena caverna nas raízes, possivelmente a própria natureza tenha feito aquilo e o coberto por fungos. Nós sentamos ali e esperamos... esperamos... esperamos sem dar uma palavra, estávamos assustados e sem saber o que falar. Perdemos a noção do tempo, ao menos eu a perdi. Não sabíamos a quanto tempo estávamos ali, possivelmente não era muito, se não o Jimmy já estaria me procurando. Talvez ele tivesse e eu não sabia.
- Acha que é seguro nós voltarmos para casa? – Perguntou Jack a mim. Ele estava ainda ofegante. Mesmo nos conhecendo tão pouco, eu confiava nele, como um velho amigo, e ele não me abandonou.
- É melhor não. Vamos ficar aqui mais um pouco. – Falei para ele, tentando de alguma forma(não sei qual) tranqüilizá-lo.
- Quem são eles? – Perguntou Jack.
18:09