Chegamos em casa às nove horas da manhã. Estava tudo fechado, e o carro de Jimmy não estava na frente da casa. Antes de desde período andamos por muito tempo floresta a dentro para não voltarmos por o lago, e ainda andamos a pé até Dawson, e agora estamos aqui.
- Jimmy? - Perguntei entrando e chamando Jack para entrar. - Ele não ta aqui.
- Ótimo. - Falou ele. - Agora desde que eu te perguntei quem são, você não falou mais nada. Quem são eles?
- Eu não sei, só sei que eles me atacaram a um tempo atrás. - Falei.
- Então eles vieram atrás de você? - Perguntou ele, me olhando como se eu escondesse algo (estando ele certo).
- É, talvez. - menti, eu tinha certeza que queriam terminar o trabalho da outra vez. - Eles tiveram sorte de estar no mesmo local que eles.
- Então agora ele vêem atrás de nós? Jack estava apreensivo com a resposta que eu poderia lidar.
- Pode ser... - o chamei até a cozinha e ele me acompanhou.
- ROBBIE? - Gritou Jimmy, que possivelmente estivesse na porta da frente.
- Eu estou na cozinha! - Gritei, logo depois ele apareceu na porta da cozinha, ofegante.
- Onde você estava? Prometeu que ia está de volta antes do jantar! - Falou Jimmy olhando para mim. - Só voltou após o café da manhã! te procuro desde ontem às 21:00, e nenhum sinal seu! - Ele virou o rosto para ver a outra presença naquela cozinha. - Você!
- Bom dia Sr. Russel. - Falou Jack se levantando. - Bom Robbie, eu vou indo, meu pai deve estar louco me caçando.
- Ok, nos vemos amanhã na escola.- Falei para Jack, Jimmy não parava de olhar para ele enquanto caminhava até a porta.
- Jimmy, eu atrasei não foi por que eu quis. Eu comecei a andar pela cidade e cheguei até um lago. Lá um grupo vez algo comigo. - Falei.
- Um grupo, que grupo? - Jimmy me puxava para sentar.
- Eles são estranhos, eu já tinha visto, eles tentaram me matar.
- Matar!?! - Surpreendeu-se Jimmy.
- É, e tentaram me afogar agora!
- Então vamos a policia prestar queixa!
- Não Jimmy! Eles são diferentes, eles não são humanos.
- Claro que são!
- Não são! Eles... - Eu respirei fundo, e pensei em algo menos sobrenatural, e mais real e sensato a dizer. - Eles podiam nos pegar com facilidade. Eles pareciam sombras atrás de nós - Pronto, havia perdido o rumo da sensatez.
- Sombras? - Ele me olhava chocado.
- É - Levantei a roupa e mostrei o corte que haviam me feito. - Foi eles, após isso me jogaram no lago. - Eu o contei todos os fatos, e ele me perguntou o que Jack fazia lá.
Ele após ter me escutado subiu e desceu com uma arma.
- A ONDE VOCÊ VAI COM ISSO? – Perguntei entrando na sua frente.
- Pegar seu carro, oras. Vou chamar mais pessoa, não se preocupe, só não saia de casa. – Disse-me me afastando pro lado e saindo. Pouco tempos depois ouvi o som do carro ligando e depois se afastando. Eu tinha uma tarde sozinha e assustadora. Era um momento certo - porém desconfortável – para se pensar com o que me havia acontecido nas ultimas vinte e quatro horas.
Comprei meu primeiro carro, fiz amizade com um nativo, quase fui morto. Era muitos feitos para um dia. Sem contar o fato de andar quilômetros somente evitando passar por uma cabana. A cidade para mim estava mais agitada do que Dallas, até mais do que devia, e mais do que eu gostava. O que me poderia acontecer amanhã? Reencontrar aquelas pessoas pela a qual pareciam adorar tirar sangue do meu corpo? Talvez não, talvez eu morresse dentro do meu carro quando fosse para o meu primeiro dia na minha nova escola. Meu carro poderia deslizar pelo o chão e bater em uma árvore lodosa que onde aqui havia muitas.
Talvez, mais impossível que qualquer outra hipótese que eu tenha criado para minha morte, eu morresse por vítima de uma ponta de lápis tampar minha respiração. Poderia morrer engasgado com o almoço novo na escola. Todos na escola poderiam me matar. Eu estava me tornando paranóico. Tinha medo de morrer, inegável. Todos têm, ou vão ter, quando quase chegar a hora, aquela fina linha traçada entre as pernas de urina sempre vai aparecer, e isso vai indicar medo, pânico. Foi isso que me aconteceu. Você vai poder achar engraçado, mas isso não era bom, não era bom para mim. Eu sempre fui desde criança medroso, mas sempre passava após um tempo, após algumas palavras. Meu pai, Julius Claterfield, me dizia que sempre que existisse medo, existiria uma pontada de coragem, e que se eu quisesse que esse meu medo, essa minha fraqueza, se transformasse em lição de vida, e de esforço, eu deveria ter força e coragem o bastante para enfrentá-lo. E assim que eu devia pensar, desta forma. Eu deveria ter coragem, não a coragem de enfrentar aquele bando sozinho, aí da minha parte não seria coragem, seria uma burra loucura, correr para a morte, algo impensável para mim, eu nunca faria isso. Eu sempre achava muito heróico, muito heróico demasiadamente quando o mocinho de filme que morria para defender seus amigos. Isso tudo não era preciso, ele podia salvar a sua vida, e de seus amigos. Na natureza, esta mesma burrice acontece, quando um leão corre atrás de uma gazela, em meio à savana africana, quando essa Gazela anda com outras gazelas. As outras sempre se metem à afoitas e tentam defender a amiga, uma sempre morre. É estúpido querer salvar sem ter certeza que seu ato não será em vão. É o mesmo que você dizer: Não, vou guardar esse pão, por que ele está menos dourado, e só tem ele e esse. Sempre quando deixar só uma opção, outra vai vim e pegar. É inevitável, é querer perder o que já está perdido, procurar algo já achou, salvar algo que está a salvo, ou que não tem mais salvação.
Falando assim, me sentia um monstro sem sentimentos, mas era o que eu sentia naquele momento. Os meus amigos não me ligavam, se esqueceram de mim, a única pessoa que parecia se importar comigo agora era Jimmy. E foi ele que chegou, depois de algum tempo que para mim fora curterrímo.
- Seu carro está lá fora. – Falou Jimmy, adentrando a casa. – O estrago na parede esquerda foi feio hein? Vocês dois tem força. – Eu olhei por a janela para fora da casa. Meu Corolla preto estava estacionado a frente da casa, o dia Mesclava um tom negro à cima e cores como azul e laranja abaixo. O Sol se punha e a lua crescia, tornando aquela visão tão negra quanto à de ontem, porém, agora na segurança e aconchego da casa do Jimmy.
- Ainda bem que o encontrou, obrigado. – Falei, sem realmente saber o que falar.
- Ah! Não foi nada. – Falou Jimmy sorrindo. – Eu recebi ajuda de alguns amigos, nunca tinha ido naquele local, se quer saber. – falou ele, me olhando intrigado. – Mas o que faz a tarde aqui? – Perguntou ele.
Essa era uma boa pergunta, o que eu havia feito, o resto da manhã e a tarde inteira aqui? Nada... Só havia ficado sentado, tomando café e pensando em como eu poderia quase morrer amanhã.
- Nada demais, só ajeitei minhas coisas no meu quarto. – Menti. – E tomei café.
- Hum, que bom, não queria que saísse hoje, deixar a poeira baixar. – Falou ele. – Bom, vou subir e tomar banho, nós vemos mais tarde no jantar. Faça o mesmo, eu encomendei comida no Restaurante da Sheyla.
0 Responses to "Capítulo 15 - Prefiro não morrer"
Postar um comentário