Amizade, talvez eterna

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- Pare! – Falou uma voz atrás de nós. – Não seja apressada, não se esqueça que precisamos do sangue dele fresco. – Ela segurou na gola da minha camisa e começou a me arrastar de volta para a casa. Fizeram o mesmo com Jack, que parecia estar desmaiado.
- ME LARGA! – eu gritava me batendo, enquanto ela me puxava com firmeza. – ME LARGA SUA VADIA! – Era virou para mim e cuspiu na minha cara. A sua saliva queimou quando entrou com contato com a minha pele.
- Me insulte de novo e eu lhe mato. – Falou ela ameaçadoramente.
Arrastaram-nos até chegarmos as portas do fundo da casa. A mulher se aproximou do Jack e o levantou com uma única mão.
- Esse aqui é inútil. – Falou ela. Um homem, possivelmente atrás de mim disse.
- Mas o jogue também. – Ela olhou para trás de mim com uma cara não muito boa.
- Você e suas manias. – Falou ela arremessando com uma imensa força Jack para o campo redondo e azul no meio o lago.
- JAAAAAACK! – Gritei, mas fui arrematado por o susto. O corpo de Jack, que eu esperava que se espatifasse dentro d’água, quando atravessou o campo, seu corpo começou a levitar, e ele parecia se mexer.
- Sua vez querido. – Falou ela aproximando de mim e me segurando pela jaqueta. Ela segurava um punhal, e com este punhal vez um corte em meu braço. Então me arremessou. Eu senti como se o vento fosse partir cada algo solido que estava no meu corpo, foi quando numa grande batida eu cai dentro d’água. Foi algo extraordinário, foi somente meu braço cortado mergulhar dentro da água que o campo de força aumentou, aumentou, aumentou, a luz alcançava agora a margem, foi quando a luz explodiu em todas as direções e no centro do lago Jack caiu. Várias sombras saiam, indo a todas as direções, eu tentava nadar indo em direção ao Jack, a luz era forte e me confundia. Mais e mais vultos negros se espalhavam, uns até quase batiam em mim, mas desviavam. Quando alcancei Jack, toda a luz azul que estava espalhada por ali se junto mais uma vez no centro. Era como um grande choque no meu corpo. Eu sentia cada poro do meu corpo se abrir mais, era doloroso. Parecia que meu osso se dobrava. Eu não estava mais agüentando a dor.
- AAAAAAAAAAAAA! – Gritei, e uma nova explosão de luz aconteceu. A dor tinha parado, eu conseguia ver onde Jack estava. Nadei para me aproximar dele. Quando consegui alcançar seu braço, o puxei no sentido contrário da velha cabana, tínhamos que nos afastar de tudo aquilo.
Quando chegamos à margem contrária do lago, puxei Jack pelo o braço e o pós nas minhas costas, ele era pesado, bastante pesado, mas eu precisava sair dali com ele. Aquele lado da floresta era calma, escura, não dava para ver em que estava pisando, eu sabia naquele momento só que estávamos nos afastando do lago, e isso que importava.
Eu o carreguei correndo por mais de 30 minutos dentro da mata. Depois desse período ele começava a ficar consciente, então eu o botei de pé, mas mesmo assim eu o segurava.
Depois que corremos incansavelmente por quase duas horas, encontramos um possível lugar seguro. Era uma árvore que possuía uma pequena caverna nas raízes, possivelmente a própria natureza tenha feito aquilo e o coberto por fungos. Nós sentamos ali e esperamos... esperamos... esperamos sem dar uma palavra, estávamos assustados e sem saber o que falar. Perdemos a noção do tempo, ao menos eu a perdi. Não sabíamos a quanto tempo estávamos ali, possivelmente não era muito, se não o Jimmy já estaria me procurando. Talvez ele tivesse e eu não sabia.
- Acha que é seguro nós voltarmos para casa? – Perguntou Jack a mim. Ele estava ainda ofegante. Mesmo nos conhecendo tão pouco, eu confiava nele, como um velho amigo, e ele não me abandonou.
- É melhor não. Vamos ficar aqui mais um pouco. – Falei para ele, tentando de alguma forma(não sei qual) tranqüilizá-lo.
- Quem são eles? – Perguntou Jack.
18:09

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