Eu e Jack passamos um tempo conversando sobre isso, e aos poucos fomos mudando de assunto.
- Então você namora uma garota de Dawson, não é? – Perguntei.
- Não... Quer dizer, eu saio com umas amigas de colégio, mas não namoro. – Ele falou descontraído.
- Então você não namora uma menina de Dawson chamada Joanna? – Perguntei.
- Não! – Falou ele rindo. – Eu não namoro... quer dizer, não namoro longe dos meus pais e dos dela. – Ele deu uma risada. – Nós somos só amigos, velhos e bons amigos sabe? Nossos pais queriam que nós namorássemos, trato de família, coisa de cidadezinha pequena quase uma vila. Nós fingimos namorar só na frente deles. Já faz três anos que namoramos, qualquer dia vou pedir ela em casamento. – Ele riu alto.
- Então ela é solteira, não é? – Perguntei.
- Claro... – Falou ele rindo e olhando desconfiado para mim. – Você ta querendo ficar com ela? – Perguntou ele rindo ainda mais.
- É... Ela é bonita... Eu não falei com ela... mas...
- Nossa! Não falou? Espera... – ele se levantou e depois me puxou. – Vou te apresentar ela.
Ele entrou na casa. E Depois saiu na porta da frente.
- Entra no seu carro, vou pegar o meu. – Ele correu mais para frente e levantou um grande galho que revelou seu carro prateado.
- Bom esconderijo. - Falei dentro do meu carro o ligando.
- Vamos, saia na frente. – Falou ele.
Meu carro parou.
- Meu carro parou! – Gritei. Jack pareceu tentar ligar seu carro, sem sucesso.
- Ele estava funcionando normal! – Gritou Jack a mim. Foi quando algo nos surpreendeu, a porta da frente abriu e fechou novamente.
- Tem alguém ali! – gritou Jack. – Foi bem o safado que Fez algo no nosso carro.
Ele desceu do carro segurando uma chave de fenda. E passou por mim, e eu desci rapidamente para acompanhá-lo. Aquela situação me incomodava, podia ser até medo, eu podia estar com medo, mas aquilo me assustava, era uma sensação de medo que eu já conhecia, não sei como.
Ele abriu a porta e uma luz forte vinha da porta de trás, vinha do lago. Eu puxei Jack para trás e fui na frente, olhei pela a brecha da porta. Era uma luz azul muito claro (era tão forte, que embaçou toda a minha vista), ela parecia ser uniforme no centro do lago, e sombras o rodeavam. Agora eu sabia o porquê do meu medo, as sombras era quem queria me matar pouco tempo atrás. Nós tínhamos que ir embora dali.
- Jack, Não faça barulho, vamos embora, vamos deixar o carro aí. – Cochichei para Jack. Nós não teríamos a mesma sorte que tive mais de um mês atrás em um homem mascarado me salvar.
- O que está havendo Robbie? – Falou Jack amedrontado.
- Vamos sair daqui. Falei andando apressado, mas cauteloso, e puxando o agora pálido Jack. Eu não podia negar aquilo me assustava mais do que tudo.
Abrimos a porta, mas já era tarde demais, a porta dos fundos se abriu, revelando uma pessoa.
- Ora o que vejo aqui? Robert Russel! – Falou a mesma mulher a quem tentou me matar. Eu virei para ele e tentei passar uma cara corajosa e segura.
- O que você quer comigo? – Mesmo tentando passar uma aparência de coragem, minha voz saiu tremula.
- Bom, você reduziu nosso trabalho, obrigado. Vocês nos poupou de te caçar. – Falou a mulher rindo. Enquanto isso pousava duas sombras atrás de nós, eu e Jack corremos mais para o centro do chalé. – Nós só queremos terminar o que começamos. E sem interrupções. E vejo que trouxe amigo.
- NOS DEIXE EM PAZ! – Gritei.
- CALADO! – Gritou o mesmo homem que gritou comigo no acampamento dos assassinos. Jack olhava para o lado e mordia o lábio.
- Bom, vamos logo terminar com isso... – Falou a mulher se aproximando de nós. Os outros riam felizes. Jack segurou firme no meu pulso e com um puxarranco gritou:
- A PAREDE ROBBIE! – Então ele me puxou em direção a parede, eu já entendia o que ele queria. A parede daquela cabana era de madeira velha, sendo assim fraca. Nós dois na corrida a chutamos e caímos para o outro lado. Logo ficamos de pé e saímos correndo por dentro da floresta. Nós os ouvíamos saírem da casa as pressas.
- CORRE ROBBIE! – Gritava Jack.
- É ISSO QUE ESTOU FAZENDO! – Gritei. Eu sentia que eles se aproximavam. Foi quando vi uma sombra entrar na frente de Jack e fazê-lo cair.
- JACK! – Gritei. Outra sombra me fez cair. Eu sai engatinhando, tentando me afastar, virei uma vez para ver se estava realmente me afastando.
- Adeus Russel! – falou a mulher, que repentina ficara pálida, suas presas suja e pontudas e unhas longas que avançavam para o meu peito.
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