Cabana do Caçador

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Nós paramos quando notamos que eles nunca iam nos alcançar. Foi quando eu tentei olhar para o seu rosto.
- Quem é você? – Perguntei mais uma vez a ele.
- EU JÁ LHE DISSE! – Ele gritou comigo.
- Disse? – Falei surpreso, não havia ouvido nenhum nome.
- DISSE QUE NÃO LHE INTERESSA! – Gritou ele.
- Ô parceiro. Calma, você é muito nervoso. – Ele olhou para mim e deu um sorriso irônico.
- Você acha que eu não tenho motivos para ser sempre tão nervoso? – Foi quando ele cravou as unhas na cara – Eu estava chocado agora – e começou a tirar a própria face, e depois tirou a pele dos braços.
- O que é você? – Falei, fechando os olhos, e com muito nojo. Eu não sentia nojo de rato, nem de barata, eu sentia nojo daquilo agora.
- Olhou bem pra mim? – Então ele pegou a espada. – Agora volte a dormir. – E acertou em minha cabeça.

***
Levantei minha cabeça. Eu estava deitado numa cama confortável. Parecia estar de noite. O local que eu estava era iluminado por algumas luzes fracas. Parecia ser uma daquelas cabanas de caçador.
- Onde estou? – Falei.
- Você está na minha cabana. – Falou um senhor gordo e baixo que se levantou (Com dificuldade) da cadeira que estava sentado. – te encontrei a 5 Km daqui, deitado no meio da floresta. Notei que não era daqui, então decidi te trazer para cá. – Então ele se aproximou de mim e estendeu a mão. – Prazer, meu nome é Ernest, Ernest Russel. – Eu apartei a mão gorda dele, e depois que me toquei do nome que ele havia falado.
- Russel? Seu sobrenome é Russel? – Perguntei, perplexo.
- Sim, Russel, de Dawson City, você conhece? – Perguntou o senhor.
- Errr... Conheço, era para onde eu estava indo. Meu nome é Robert. Eu sou sobrinho de um Russel, eu não o conheço. Eu vou morar com ele, único familiar meu vivo agora. – Falei.
- Eu sei quem é você... Eu irei lhe levar para a cidade. Eu só estava esperando você acordar. – Falou ele. – Cadê suas coisas?
- Eu vinha em um avião, eu e meu advogado amigo. Ele caiu. Bateu nas montanhas... Esqueci o nome das montanhas. – Eu realmente não me lembrava.
- HorseHouse? Montanhas de HorseHouse? – Falou ele.
- É! HorseHouse! - Falei.
- Então quer dizer que só restou você? – Falou ele.
- É, meu amigo, ficou lá... – Falei, abaixando minha cabeça. Eu tinha que controlar o meu emocional. Já fazia dois meses e um dia que isso tinha acontecido. Ok, não passei esse tempo todo consciente, porém, já fazia esse tempo.
- Sinto muito pelo o seu amigo. – Falou ele.
- Sem problemas. – Falei tentando sorrir para ele.
- Então, sem malas, suponho?
- Sem malas. Eu acho que vou ter que comprar roupas para mim quando chegar a Dawson... – Falei mais para mim, do que para o senhor. Ele soltou uma risada.
- Você não vai achar roupas que goste lá, disso tenho certeza. – Falou o senhor.
- Ah, no shopping deve ter algo que me agrade... – falei.
- Shopping? – Ele riu novamente. – Você é engraçado garoto. Vamos.
Eu não o entendia. tudo que falei me pareceu soar normal. Eu o segui até a uma caminhonete vermelha.
- É quanto tempo daqui para Dawson? – Perguntei, quando ele ligou a caminhonete, e começou um barulho.
- PODE REPETIR? – Gritou ele.
- QUANDO TEMPO É DAQUI PARA DAWSON? – Então o barulho parou.
- 30 minutos de carro. – Falou ele.
- Ah... Então você conhece o Jimmy? – Perguntei.
- Sim. – Foi a única coisa que falamos, da casa do simpático Ernest Russel para Dawson.
11:21

1 Response to "Cabana do Caçador"

Débora Braga Says :
7 de fevereiro de 2009 às 11:37

quem é Jimmy? :B amei, como sempre.

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