Ele olhou para mim.
- Se quiser já pode ir dirigindo seu carro. – Ele me olhou, tentando adivinhar o que eu realmente queria. – Se quiser pode ir para casa mais tarde. - Ele adivinhou o que eu queria.
- Você deixa? – Perguntei.
- Claro. Você é um rapaz, tem que ter um pouco de liberdade. – Era o que eu mais queria agora. – Ok então, te espero para o jantar, se não chegar até o jantar, eu ficarei louco naquela cidadezinha, e pode ter certeza, isso não é bom. – Então riu.
- Ok, eu chego antes do jantar, mas... – Ele me olhou confuso, e eu o olhei risonho. – Que horas é o jantar? – Ele soltou uma frouxa risada.
- Sete horas, garoto da cidade. – Jimmy jogou a chave do meu novo carro para mim e eu apanhei. Ele entrou no carro, saiu do estacionamento da loja e foi embora.
Peguei o carro e comecei a dirigir pela a cidade lentamente, tentando ver tudo que podia. A cada momento eu seguia mais em frente. Chegou um ponto em que se dava para ver uma faixa de estrada sem casa, era o fim da cidade. Devia voltar, mas algo mais forte que eu me atraiu para seguir em frente. Então prossegui. A estrada estava lisa (coberta de gelo), as margens haviam árvores também cobertas de gelo, era tudo tão... Branco ali.
A estrada prosseguia em uma linha reta, porém em um relance de olhar para o lado, notei que existia uma porteira coberta de gelo, que dificilmente seria notada. Dei ré. Parei o carro logo em frente. Não ultrapassei a porteira, mas olhei para ver se havia alguém. Pude notar que ao longe existia uma casa, um pouco acabada, toda e madeira. A casa parecia estar abandonada. Então impôs toda minha força para que a porteira abrisse, então ela deslizou no gelo.
Entrei no carro e o liguei, segue reto de porteira adentro. A estrada até a casa era mais longa do que eu pensei. Por que não havia traçado uma linha reta, seria mais rápido. Além de longo, o caminho era fino, tinha que andar com cuidado para que nenhum galho de árvore arranhasse o meu novo carro. Enfim cheguei à frente da casa. Liguei os faróis do carro para que iluminassem melhor a casa. Desci.
- Tem alguém? – Não esperava que realmente me respondessem, lá não era um lugar que alguém morasse. Abri a porta da casa. A casa era velha, bem velha. Parecia com a casa do Ernest, só que bem menos conservada.
A casa era pequena, logo eu cheguei a porta dos fundos, que estava entreaberta. Eu a empurrei mais, para que eu pudesse passar, e me deslumbrei com a visão. Era um lago grande, com árvores ao seu redor, e na minha frente, uma margem, sem árvore, e sim com uma pequena passagem. O que mais me surpreendeu, era aquele lago está totalmente descongelado, e outra coisa. Havia uma pessoa sentada à beira do lago, balançava as pernas dentro d’água.
- Oi? – Falei. O rapaz se virou. Ele era loiro, a pele era limpa e rosada. Era natural todos serem totalmente brancos, o sol que existia servia só para nada, nada realmente. Ele estava só de camisa.
- Oi. – Falou ele. – Parece que alguém descobriu meu lugar secreto. – Ele riu.
- Desculpe... Eu não sabia que aqui tinha alguém. – Falei.
- Não é meu Lugar. Eu gosto de ficar aqui... existe algo diferente aqui... – Ele falou, olhando para o lago.
- Talvez seja pelo o fato dele não estar congelado? – Perguntei risonho e me aproximando.
- É, talvez isso também, a temperatura da água também é bem diferente para aqui... – Ele riu. – Mas não é isso, é algo que me atrai. Prazer, sou o Jackson, pode me chamar de Jack.
- Prazer, Robert Russel, me chame só de Robbie. – Ele olhou para mim.
- Russel?
- É, sou sobrinho do Jimmy Russel, conhece? – Perguntei.
- É, conheço, ele está na justiça com meu pai pela a luta de um espaço de Dawson. Um grande espaço. – Falou ele, parecendo não gostar da luta entre o meu Tio e seu pai. – Eu nunca te vi aqui.
- Se visse, pode ter certeza que seria muito estranho. – Falei, e ele deu uma risada. – Sou novo aqui, tive que vim para cá, incidentes, sabe?
- É, sei... – Falou ele. Eu me sentei e passei a ponta dos dedos na superfície do lago. A água era morna.
- Seu pai é o Beggiefield? – Perguntei não me lembrando direito do nome.
- É Baggiefield... – Falou ele, depois riu.
- A água está morna... – Falei, sempre estranhando aquele sobrenatural.
- É. Eu venho aqui faz uns dois anos, e sempre é dessa temperatura. Já pulei, a água sempre é quente. – Falou ele. – Mas se você pular daqui. Eu juro, se você pular do outro lado, você pode sofrer muito de dor nos ossos. Eu já trouxe a lancha do meu pai, entrei pelo o outro lado. A água era realmente muito gelada, geladamente cortante. Mas quando fui daqui para até o outro lado à nado, não senti frio, a água era sempre morna. Estranho, não é?
- Claro, um lago deve ter sua única temperatura. – Falei.
- Tem gente na cidade que tem explicações para isso, essas terras são dela. – Falou ele.
- Quem é ele? – Perguntei curioso. Agora que ele tocou no assunto, queria ir afundo.
- Jimmy Russel Claterfield. – Falou ele olhando para mim.
- Se quiser já pode ir dirigindo seu carro. – Ele me olhou, tentando adivinhar o que eu realmente queria. – Se quiser pode ir para casa mais tarde. - Ele adivinhou o que eu queria.
- Você deixa? – Perguntei.
- Claro. Você é um rapaz, tem que ter um pouco de liberdade. – Era o que eu mais queria agora. – Ok então, te espero para o jantar, se não chegar até o jantar, eu ficarei louco naquela cidadezinha, e pode ter certeza, isso não é bom. – Então riu.
- Ok, eu chego antes do jantar, mas... – Ele me olhou confuso, e eu o olhei risonho. – Que horas é o jantar? – Ele soltou uma frouxa risada.
- Sete horas, garoto da cidade. – Jimmy jogou a chave do meu novo carro para mim e eu apanhei. Ele entrou no carro, saiu do estacionamento da loja e foi embora.
Peguei o carro e comecei a dirigir pela a cidade lentamente, tentando ver tudo que podia. A cada momento eu seguia mais em frente. Chegou um ponto em que se dava para ver uma faixa de estrada sem casa, era o fim da cidade. Devia voltar, mas algo mais forte que eu me atraiu para seguir em frente. Então prossegui. A estrada estava lisa (coberta de gelo), as margens haviam árvores também cobertas de gelo, era tudo tão... Branco ali.
A estrada prosseguia em uma linha reta, porém em um relance de olhar para o lado, notei que existia uma porteira coberta de gelo, que dificilmente seria notada. Dei ré. Parei o carro logo em frente. Não ultrapassei a porteira, mas olhei para ver se havia alguém. Pude notar que ao longe existia uma casa, um pouco acabada, toda e madeira. A casa parecia estar abandonada. Então impôs toda minha força para que a porteira abrisse, então ela deslizou no gelo.
Entrei no carro e o liguei, segue reto de porteira adentro. A estrada até a casa era mais longa do que eu pensei. Por que não havia traçado uma linha reta, seria mais rápido. Além de longo, o caminho era fino, tinha que andar com cuidado para que nenhum galho de árvore arranhasse o meu novo carro. Enfim cheguei à frente da casa. Liguei os faróis do carro para que iluminassem melhor a casa. Desci.
- Tem alguém? – Não esperava que realmente me respondessem, lá não era um lugar que alguém morasse. Abri a porta da casa. A casa era velha, bem velha. Parecia com a casa do Ernest, só que bem menos conservada.
A casa era pequena, logo eu cheguei a porta dos fundos, que estava entreaberta. Eu a empurrei mais, para que eu pudesse passar, e me deslumbrei com a visão. Era um lago grande, com árvores ao seu redor, e na minha frente, uma margem, sem árvore, e sim com uma pequena passagem. O que mais me surpreendeu, era aquele lago está totalmente descongelado, e outra coisa. Havia uma pessoa sentada à beira do lago, balançava as pernas dentro d’água.
- Oi? – Falei. O rapaz se virou. Ele era loiro, a pele era limpa e rosada. Era natural todos serem totalmente brancos, o sol que existia servia só para nada, nada realmente. Ele estava só de camisa.
- Oi. – Falou ele. – Parece que alguém descobriu meu lugar secreto. – Ele riu.
- Desculpe... Eu não sabia que aqui tinha alguém. – Falei.
- Não é meu Lugar. Eu gosto de ficar aqui... existe algo diferente aqui... – Ele falou, olhando para o lago.
- Talvez seja pelo o fato dele não estar congelado? – Perguntei risonho e me aproximando.
- É, talvez isso também, a temperatura da água também é bem diferente para aqui... – Ele riu. – Mas não é isso, é algo que me atrai. Prazer, sou o Jackson, pode me chamar de Jack.
- Prazer, Robert Russel, me chame só de Robbie. – Ele olhou para mim.
- Russel?
- É, sou sobrinho do Jimmy Russel, conhece? – Perguntei.
- É, conheço, ele está na justiça com meu pai pela a luta de um espaço de Dawson. Um grande espaço. – Falou ele, parecendo não gostar da luta entre o meu Tio e seu pai. – Eu nunca te vi aqui.
- Se visse, pode ter certeza que seria muito estranho. – Falei, e ele deu uma risada. – Sou novo aqui, tive que vim para cá, incidentes, sabe?
- É, sei... – Falou ele. Eu me sentei e passei a ponta dos dedos na superfície do lago. A água era morna.
- Seu pai é o Beggiefield? – Perguntei não me lembrando direito do nome.
- É Baggiefield... – Falou ele, depois riu.
- A água está morna... – Falei, sempre estranhando aquele sobrenatural.
- É. Eu venho aqui faz uns dois anos, e sempre é dessa temperatura. Já pulei, a água sempre é quente. – Falou ele. – Mas se você pular daqui. Eu juro, se você pular do outro lado, você pode sofrer muito de dor nos ossos. Eu já trouxe a lancha do meu pai, entrei pelo o outro lado. A água era realmente muito gelada, geladamente cortante. Mas quando fui daqui para até o outro lado à nado, não senti frio, a água era sempre morna. Estranho, não é?
- Claro, um lago deve ter sua única temperatura. – Falei.
- Tem gente na cidade que tem explicações para isso, essas terras são dela. – Falou ele.
- Quem é ele? – Perguntei curioso. Agora que ele tocou no assunto, queria ir afundo.
- Jimmy Russel Claterfield. – Falou ele olhando para mim.
04:10
0 Responses to "Lago Secreto do Jack"
Postar um comentário