Jimmy Russel

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         Quando avistei a cidade, decidi falar algo.

 - Nós saímos da sua casa que horas? – Perguntei, mas continuei olhando pra frente.

 - Era uma da manhã... – Ele tirou uma mão do volante (o carro pareceu continuar normal) e viu que horas eram naquele momento. – Já é 01h35min, a casa do Jimmy Russel é depois da cidade, umas 15 minutos pra duas da manhã devemos estar lá.

         Passou-se o tempo, e chegamos lá. Era uma casa grande, 3 andares, toda de madeira, tinha uma aparência de antiga. Eu desci do carro e fiquei olhando para casa. Podia ser que fosse bom morar lá.

         Um senhor de aparência juvenil saiu da porta, ele descia as escadas rápido.

 - O que está fazendo com o meu sobrinho Crosswoar? – Perguntou o senhor, um pouco irritado.

 - Eu estava cuidando dele, Claterfield! – Falou Ernest, com uma voz áspera. Eu me meti no meio.

 - Olá. Sou Robert, Robert Claterfield. Você deve ser o Jimmy, não é? – Perguntei. - O avião que eu vinha sofreu um grave acidente, ele bateu em umas montanhas que esqueci o nome... Ele caiu, eu fui o único sobrevivente, tive sorte do Ernest me encontrar.

 - Foi nas montanhas HorseHouse. – Falou Ernest, encarando Jimmy. – Lugar que você sabe muito bem como é, em mínimos detalhes.

 - Vá embora! Não volta mais aqui e nem encoste mais no meu sobrinho! – Falou Jimmy se alterando.

 - Agora está protetor com ele não é? – Falou Ernest, parecendo calmo. – eu sei muito bem o motivo. – Foi quando o meu tio se aproximou rapidamente de Ernest e lhe deu um soco. Eu soltei um rápido: ô!

 - SAE! – Gritei. – Vai pra casa Ernest, por favor. – Então o olhei com um olhar quase tão pidão quanto de um animal doméstico faminto.

 - Ok, Robbie. Nos vemos depois. – Falou Ernest olhando para Jimmy. Então entrou no carro, e virou mais uma vez para Jimmy e o encarou e disse: - Quer ele queira ou não.

 - Claro. – Falei me virando para Jimmy. – Me desculpe, eu... Não sabia que existia essa rija entre vocês dois.

 - Tudo bem, Robbie. – Falou Jimmy, me mostrando um singelo sorriso. Sua face parecia bem juvenil, eu arriscaria dizer: Ele só tinha 27 anos no máximo. Ele olhou para os lados. – Você não tem malas?

 - Como eu disse. O avião caiu. Só o que restou do avião fui eu, acho. – Falei a ele. – Eu vou precisar ir comprar roupas pra mim...  

 - Claro, amanhã mesmo nós vamos. – Falou ele sorrindo mais uma vez. Ele parecia ser legal. – Amanhã vamos tirar o dia para o que quiser fazer. Mas vamos entrar, está frio aqui fora, eu vou te preparar algo quente. – Falou ele virando de costa e começando a subir a escada larga e me chamou, então corri e o acompanhei. HouseHorse

15:35

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